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Dúvidas sobre como funciona o iLok? Entenda tudo sobre esse dispositivo

Publicado em 02 janeiro 2013 por Cristiano Moura

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Chave de iLok

A partir do Pro Tools 9, usuários tiveram que aprender a lidar com um hardware a mais, o iLok. Este é um equipamento que guarda as licenças e chaves de registro de softwares adquiridos.

Para quem procura uma resposta rápida de como funciona, são cinco passos:

  1. Você cria uma conta (é grátis) no site www.iLok.com
  2. Você compra um iLok e sincroniza com essa conta via internet.
  3. Ao comprar um software, as licenças serão depositadas na sua conta de iLok.
  4. Você deverá acessar sua conta de iLok com sua chave de iLok plugada no USB para transferir suas compras para o equipamento.
  5. Instale o software no seu computador. Ao carregar, ele procurará pela sua chave de iLok contendo a licença.

Preferi, a partir deste ponto, escrever este artigo baseado nas perguntas mais recorrentes.

“O que é o iLok?”

Diferente do que muitos imaginam, o iLok não é um pendrive onde se carrega o software, mas sim onde está a parte essencial para se rodar um software, que é a licença. Entenda ele efetivamente como um “chaveiro”, que possui as chaves necessárias para cada software ser executado.

A primeira geração pode carregar até 118 licenças (chaves), enquanto a segunda geração pode carregar até 500 licenças.

“E se eu tiver mais de 500 licenças de software? O que fazer?”

Bem, seu “chaveiro” ficou pequeno para o número de chaves que você possui. Então a solução é realmente comprar outro iLok. E se quiser deixar tudo disponível ao mesmo tempo (no caso de plug-ins por exemplo), vai precisar de duas portas USB disponíveis na máquina (ou Hub USB).

Sua conta de iLok

Entendido o que é um iLok e sua função, está na hora de entender o processo de como obter licenças e transferir para esse dispositivo.

Ao comprar um software que utiliza esse serviço, o comprador recebe dois componentes:

  1. o software, via download, DVD, CD ou PenDrive.
  2. a licença, para ser transferida para o iLok.

Para receber esta licença, o usuário precisa ter uma conta de iLok. Isso é gratuito e, sinceramente, meu conselho é que todos façam uma pequena pausa na leitura deste artigo e criem a sua conta de iLok agora. É simples, rápido, gratuito e não precisa ter um iLok para se abrir uma conta.

Ok, daqui para frente vamos fazer outra analogia. Vamos imaginar:

  • nossa conta de iLok  = uma conta de banco
  • a licença  = dinheiro em cash
  • o iLok Smart Key = é sua carteira. 

Ou seja, a empresa vai depositar a licença /”dinheiro na sua conta”. Ela fica sob custódia do “banco” e, a qualquer momento, é possível transferir/”sacar a licença”/dinheiro e transferir para seu iLok/carteira.

Cuidado! Seu iLok é precioso!

Eu gosto de fazer essa analogia, porque fica bem claro porque é preciso ter muito cuidado com seu iLok.

A partir do momento em que a licença saiu da sua conta e foi para seu iLok, ninguém mais no mundo tem responsabilidade por essa licença a não ser você. Exatamente, como o dinheiro que você sacou no caixa eletrônico e colocou na sua carteira.

“O que acontece se eu perder ou roubarem meu iLok?”

Exatamente a mesma coisa que aconteceria se você perdesse ou roubassem sua carteira. Ou seja, você perde suas licenças, e não tem para quem recorrer. Do mesmo jeito que não dá para ligar para o banco e dizer:

- olá, saquei 300 reais agora pouco ai no caixa eletrônico mas perdi na rua… poderiam me reembolsar?

Também não dá pra ligar para quem te depositou o dinheiro e falar

- oi… então… eu recebi seu depósito, mas em seguida fui roubado. Pode me depositar mais R$300?

E da mesma forma… não dá para ligar para a iLok ou a empresa e pedir outra licença.

“Mas isso é um absurdo! Eles não tem o registro da minha licença na minha conta? Porque então não podem me reembolsar?”

Novamente, a analogia do banco, dinheiro e depositante funcionam bem… Lembre-se de que o banco também tem um extrato de que um depósito foi feito, mas se te reembolsarem os R$300, não concorda que seria muito simples burlar o sistema?

Eu poderia todo dia, sacar R$1000, gastar tudo e no dia seguinte poderia ligar para o banco para dizer que fui roubado e esperar o reembolso.

Então fica a dica: iLok não é para ficar andando por ai no chaveiro para ir para festa, restaurante ou passear no parque com os filhos. Só tire ele de casa se for realmente usar.

 

“E seu meu iLok quebrar. Eu perco minha licença também?”

Não. Neste caso você pode enviar o seu iLok para uma revenda autorizada, que eles irão entrar em contato com a empresa iLok e disponibilizar a transferência para um novo iLok.

“E quais as vantagens deste sistema?”

Uma das maiores vantagens é que, é possível instalar o software em quantos computadores você quiser. Eu tenho meus plug-ins instalados no meu desktop, laptop, meu estúdio, em todos os computadores da escola na qual trabalho e em qualquer outro estúdio que eu esteja trabalhando no momento.

Tudo isso é perfeitamente legal porque eu só tenho uma licença e está separada no meu iLok. Isso garante para o fabricante dos plug-ins que somente um computador poderá rodar a licença por vez.

Então, hoje em dia, cada produtor ou engenheiro de som teu o seu iLok com suas licenças. Eles transitam por diversos estúdios nos quais centenas de plug-ins estão instalados. Ele, então, pluga o seu iLok e tem um sistema rodando todos os softwares que ele, de fato, tem.

Outra vantagem é que eu posso emprestar ou pegar emprestado um iLok de um amigo. Digamos que para um projeto específico, um amigo precisa de um bom redutor de ruído como o iZotope RX para limpar dois tracks de violão que foram extremamente mal captados, mas ele não tem interesse em comprar, já que este plug-in só será útil neste projeto. Então, eu posso emprestar o meu iLok por algumas horas para ele cuidar dos tracks e me devolver no final do dia.

Seguindo o mesmo raciocínio, algumas empresas começaram a alugar seus plug-ins. Ou seja, eles disponibilizam uma licença que expira depois de alguns dias. Existem centenas de plug-ins maravilhosos que são desenvolvidos para situações específicas. Alugar o plug-in por alguns dias (como alugar um equipamento), pode ser muito mais econômico do que comprar.

Venda de licenças entre usuários

Através deste sistema, é possível vender suas licenças para outra pessoa. Isso também é uma vantagem. Vamos supor que eu comprei o RVOX, um plug-in de compressão da Waves, mas em algum outro momento a Waves lançou uma promoção vendendo todos seus compressores por metade do preço e eu também não resisti e comprei.

E agora eu me vejo com duas licenças do Rvox. Graças ao sistema iLok, eu posso vender para um amigo este plug-in por um preço convidativo para os dois.

A iLok cobra US$25 por transferência.

 

 

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Por um mundo (da cultura) melhor? Um debate sobre a lei Rouanet

Publicado em 07 novembro 2011 por Leonardo Morel


Uma matéria recentemente publicada no jornal Correio Braziliense relatava que o festival Rock in Rio teria recebido irregularmente R$12,3 milhões através da Lei Rouanet, política de incentivo fiscal que possibilita que empresas (pessoas jurídicas) e cidadãos (pessoa física) apliquem uma parte do IR (imposto de renda) devido em ações culturais. A reportagem argumentava que o referido montante fere os princípios da democratização e descentralização defendidos pelo Ministério da Cultura por se tratar de um evento com fins lucrativos e cobra maior contrapartida dos produtores do evento. Leia a reportagem na íntegra.

Com relação às denuncias apontadas, cabem aos órgãos competentes de controle fiscalizar e tomar as medidas cabíveis, visto que uma nova edição do festival está programada para o ano de 2013 e deve-se evitar que tais procedimentos se repitam. Porém, esse não é o foco deste artigo. Pretendo aqui refletir se a Lei Rouanet vem realmente proporcionando o fomento da cultural brasileira de maneira acertada.

Como mencionado anteriormente no artigo A banda mais bonita: modelo colaborativo que dá lucro, o setor cultural sempre dependeu de financiamento para se sustentar. No passado, Leonardo da Vinci e Mozart dependiam do mecenato para exercer suas funções. Já nos dias de hoje, as leis de incentivo fiscal tornaram-se essenciais para viabilizar projetos. Porém, de acordo com a legislação vigente, fica a critério dos agentes do setor privado decidirem o destino de tais recursos e, por conta disso, questiono até que ponto é correto que uma empresa possa decidir onde, no setor cultural, será aplicado o dinheiro público. Como assegurar que tal mecanismo não contribua primordialmente para a divulgação de marcas em vez de fomentar a democratização e o acesso aos bens culturais?

Em entrevista ao Correio da Cidadania, o produtor cultural Jorge Nunes, com experiência na coordenação do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), afirma que o motivo de grande parte das empresas patrocinarem projetos é a exposição da marca. Ele afirma que: “…na verdade, o que move as empresas no fomento aos projetos, em primeiríssimo lugar, é o retorno institucional, ou seja, a associação do produto e da marca da empresa a um evento de categoria, que tenha importância e desperte interesse da população.” E quando se trata da diversidade cultural, o produtor alega que existe uma concentração de aplicação de recursos no eixo Rio-São Paulo. Leia o texto na íntegra.

A Lei Rouanet está em processo de alteração na Câmara dos Deputados, em Brasília, e está sendo avaliada pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), formada por representantes da sociedade civil, setores culturais e governo, responsável pela avaliação e aprovação de projetos pleiteantes ao incentivo. É um momento bastante oportuno reavaliar o papel de tais incentivos, corrigir os desvios percebidos e buscar tomar medidas que objetivem o fomento da cultura brasileira com a finalidade de que interesses meramente corporativos não fiquem em primeiro plano. Sonhar não custa nada.

O mesmo tipo de tratamento deve ser posto em prática na questão da meia entrada para o ingresso a eventos culturais. Nos dias de hoje, a maioria dos eventos culturais (shows, peças de teatro, cinema, etc.) vem utilizando o preço da meia entrada como base de cálculo para equilibrar suas planilhas de custos, fazendo com que o preço cheio seja na verdade o dobro do que deveria ser. Tal política também necessita ser revista, pois, assim como aconteceu com os incentivos fiscais, percebeu-se a ocorrência de vícios, como mostra o artigo “Brasil atrai indústria de shows com ingressos mais caros do mundo” do site Cultura e Mercado (leia aqui).

O momento de prosperidade econômica pelo qual vem passando o Brasil acarretou a vinda de grandes eventos esportivos ao país como a Copa do Mundo e as Olimpíadas e de festivais de música de grande porte como o Rock in Rio. Não seria mais do que necessário repensar nossas políticas culturais, “por um mundo melhor”?

Colunista Leo MorelLeo Morel é baterista, percussionista da cena musical carioca e autor do livro Música e tecnologia: um novo tempo, apesar dos perigos. Para conhecer o livro e demais informações acesse http://musicaetecnologia.net/, ou e-mail para leomorel@musicaetecnologia.net.

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Acessórios que deixam seu iPad/iPhone ainda mais musical

Publicado em 11 setembro 2011 por Sarita Leite

Publicado por Marcus Padrini* na coluna Music Apps do site Overdubbing.

 

Fazer música com iPhones e iPads está cada vez mais simples devido à grande quantidade de apps musicais de ótima qualidade já disponíveis na App Store (leia aqui matéria no Overdubbing). Porém, tocar instrumentos na tela do tablet, ou smartphone, e fazer gravações de áudio utilizando o microfone interno dos dispositivos está longe do cenário ideal para quem deseja produzir qualquer resultado mais profissional. É aí que entram os acessórios musicais feitos especialmente para esses equipamentos. Hoje, vou falar dos mais importantes já lançados e também sobre outros que já foram anunciados, mas ainda não chegaram ao mercado.

Gravação de áudio


Sabemos que iPhones e iPads não foram desenvolvidos pensando em gravar áudio com qualidade profissional. Os microfones embutidos apresentam ruído e sempre se comportam da mesma forma em relação ao ganho de entrada. Algumas soluções interessantes para gravação já estão disponíveis.


O iRig (IK Multimedia) é um adaptador para a ligação de guitarra e baixo aos dispositivos iOS. Ele também funcionará com outras fontes de áudio, como teclados sintetizadores. O acessório é conectado à entrada de fone de ouvido/microfone de iPads, iPhones e iPods Touch e envia para os gadgets o sinal de áudio recebido por sua porta P10. O iRig trata o sinal de entrada e não é apenas um simples cabo de ligação. Sua maior vantagem é ser compatível com todos os modelos de dispositivos iOS.

O adaptador também não precisa de fonte de alimentação para funcionar. Seu ponto negativo tem mais a ver com a entrada de áudio dos equipamentos do que com suas próprias características. Todos os acessórios ligados à porta de fone/microfone desses dispositivos sofrerão um pouco com ruído. Mesmo assim, o iRig não deixa de ser um bom acessório para o registro de ideias. Confira o review detalhado do iRig.

Também fabricado pela IK Multimedia, o iRig Mic é o primeiro microfone com características profissionais produzido para aparelhos iOS. Mesmo ligado à entrada de fone/microfone dos gadgets, a qualidade do iRig Mic é surpreendente. Por suas próprias características físicas, o resultado da gravação de áudio obtido com o acessório já é muito superior ao que podemos conseguir usando headsets e microfones embutidos. O produto é excelente para músicos, mas também ajudará bastante locutores, jornalistas e quem trabalha com a gravação de podcasts. Veja o review do iRig Mic.

A Apogee lançou recentemente a interface JAM, também compatível com iPods Touch, iPhones e iPads. O produto trabalha com uma entrada de áudio P10, assim como o iRig, porém sua conexão aos dispositivos é estabelecida pela porta dock (a mesma que carrega e faz a transmissão de dados entre os iGadgets e o computador) e não pela entrada de fone/microfone. Isto faz toda a diferença na qualidade de registro do áudio, já que estamos falando de um processo diferente de gravação. A JAM recebe, converte o áudio e faz a transmissão para iPhones e iPads por uma conexão semelhante à USB, sem a interferência de uma entrada analógica intermediária não apropriada. O acessório é alimentado pelos próprios dispositivos.

A Apogee também anunciou seu microfone especialmente desenvolvido para dispositivos iOS, o Mike. O produto promete ser o microfone profissional mais compacto já lançado para o trabalho com iPads e iPhones. Ainda não há data divulgada para o lançamento do acessório.

A Samson oferece o Meteor, um microfone a condensador USB portátil, capaz de ser alimentado pelo iPad. Assim como a interface JAM, o produto conta com a vantagem da gravação de áudio realizada pela porta dock dos dispositivos.

Simulação de efeitos e amplificadores

Vários aplicativos trabalham com o processamento de áudio em tempo real para simular efeitos e amplificadores. Este processo fica bem melhor com a utilização dos acessórios corretos. Para guitarristas e baixistas, além da Apogee Jam e iRig, mostradas acima, há o AmpKit Link da Peavey, uma interface para a gravação de instrumentos com ideia semelhante a do iRig. Porém, o AmpKit funciona com pilhas e promete reduzir significativamente o feedback gerado pela ligação de instrumentos aos dispositivos iOS. Leia o review do AmpKit Link.

Vocalistas e pessoas que desejam simular efeitos para a voz e instrumentos acústicos poderão contar com os microfones Meteor , Mike e iRig Mic, além de uma outra possibilidade bastante ampla que ainda comentarei neste texto.

Ligação de equipamentos MIDI

Tecladistas, bateristas e guitarristas podem usar iPhones e iPads integrados com seus equipamentos MIDI. O primeiro dispositivo que fez este trabalho foi a MIDI Mobilizer da Line 6 (leia o review). A empresa desenvolveu uma implementação específica para o iOS, que deveria ser seguida pelos desenvolvedores de aplicativos que desejassem tornar suas criações compatíveis com a comunicação MIDI. Porém, meses depois do lançamento da MIDI Mobilizer, a Apple anunciou a inclusão do padrão coreMIDI em seus dispositivos iOS, de forma nativa. Foi questão de tempo para que o número de aplicações coreMIDI disparasse e os títulos compatíveis com a MIDI Mobilizer se tornassem cada vez mais raros.

Entretanto, a Line 6 anunciou há pouco a nova geração de sua interface MIDI. A MIDI Mobilizer II tem aparência idêntica ao primeiro modelo, porém trabalha com coreMIDI, o que aumenta consideravelmente sua compatibilidade com aplicativos MIDI para iOS.

Este artigo demorou um pouco mais a sair por conta de um lançamento da IK Multimedia que estava por vir e que teria que aparecer por aqui. A empresa acaba de anunciar sua nova interface MIDI para o iOS, a iRig MIDI. O produto se parece com a MIDI Mobilizer, mas tem pelo menos dois grandes diferenciais: apresenta 3 conexões MIDI (In, Out e Thru) e oferece uma porta mini USB para ligar o acessório a qualquer fonte de alimentação USB e manter o dispositivo carregando durante o uso, ideal para trabalhos com maior duração. Junto com o acessório, a IK mostrou outra novidade. A versão móvel do software SampleTank, que promete ser um grande avanço para a utilização de iPads, iPhones e iPods Touch como módulos de timbre profissionais no palco.

iO Dock: a solução tudo em um da Alesis

Sonho de consumo de 10 entre 10 músicos donos de iPad, o iO Dock da Alesis transforma o tablet em uma central de produção multimídia. O iPad, quando conectado ao acessório, passa a contar com entradas e saídas de áudio profissionais (P10 e XLR), conexões MIDI e saída para vídeo. O produto tem previsão de chegada ao Brasil em agosto, segundo a Habro Music.

Camera Connection Kit: o acessório curinga para iPad que pode estar chegando ao iPhone

Até agora, falei basicamente de acessórios que podem ser conectados a iPads e iPhones sem a necessidade de intermediários. Porém, a música no iOS tem um personagem curinga fundamental, o Camera Connection Kit da Apple. Desenvolvido para passar fotos de câmeras digitais e cartões de memória para o iPad, o acessório passou a ser utilizado como forma de conexão de hardwares USB ao tablet, incluindo equipamentos musicais como interfaces de áudio e controladores MIDI. A maior vantagem é justamente poder usar equipamentos que você já tem com o seu iPad.

O acessório, até o momento, é compatível apenas com as duas gerações de iPad já lançadas. Porém, há fortes indícios de que iPhones e iPods Touch também poderão usufruir de seus benefícios na próxima versão do sistema iOS, com liberação prevista para os próximos meses. Não vou dar muitos detalhes do CCK por aqui, mas você pode entender tudo sobre o acessório no review que já realizei e também em um tutorial especial que escrevi sobre a ligação de teclados MIDI ao iPad.

Suportes para palco e estúdio

Por fim, dois acessórios bem interessantes para quem planeja levar iPads e iPhones para o palco ou estúdio. O iKlip e o iKlip mini (IK Multimedia) são adaptadores que prendem esses dispositivos a suportes de microfone tradicionais. São muito bem construídos e, por oferecerem regulagens de inclinação e orientação, podem ajudar bastante instrumentistas e vocalistas. Leia o review do iKlip para iPad.

Espero que as dicas sejam úteis! É bom dar uma olhada nesses acessórios. Você descobrirá que, com baixo investimento em hardware e aplicativos, será bem fácil ter bons resultados musicais com o iPhone, iPad, ou iPod Touch que você já usa para outras finalidades.

* Marcus Padrini é jornalista, músico, colunista do site Overdubbing, e editor do blog MusicApps.com.br, especializado em música móvel.

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Dez mandamentos para utilizar o Pro Tools

Publicado em 01 setembro 2011 por André Iunes Pinto

Banner Pro Class

Para utilizar o Pro Tools com o mínimo de tranquilidade, é importante estar em dia com algumas recomendações da própria Avid. Neste breve artigo, também adicionei algumas impressões pessoais de equívocos comuns que deveriam ser evitados para a utilização mais consistente do software.

1 – Não utilizar o software sem antes fazer os ajustes recomendados pela Avid:

A Avid tem um passo-a-passo (chamados de optmization guides) de como ajustar o seu Pc ou Mac para um melhor rendimento. Acompanhe no link abaixo.

http://avid.custkb.com/avid/app/selfservice/search.jsp?DocId=367983

 

2 – Não operar sem conhecer os atalhos básicos:

Zoom IN/OUT = letras R e T

Intercambiar entre Janelas de Edição e Mix = Crtl/Command + “igual”.

Play e Stop = Barra de espaço

Rebobinar = Enter

Gravar = F12 ou Crtl/Command + barra de espaço ou 3 no teclado numérico.

Fazer uma ação com todos os tracks = faça com o Alt/option apertado

3 – Manter o HD desfragmentado, mesmo no Mac:

No windows, recomendo utilizar o Defraggler (www.defraggler.com).

No Mac, experimente o iDefrag (http://www.coriolis-systems.com/iDefrag.php).

4 – Evite utilizar o vídeo track visualizando frames (thumbnails):

Utilizando a visualização em blocks geralmente é o suficiente, e alivia o processamento de vídeo.

5 – Não utilizar todos os processadores no Playback Engine sem necessidade:

Em Setup > Playback Engine existe um campo chamado “Host Processors”, que erroneamente muitos costumam colocar no máximo. O problema é que isso pode afetar automações, processamento de vídeo e outros softwares rodando em paralelo via Rewire. Só utilize no máximo quando estiver encontrando erros persistentes que estejam ligados ao processamento RTAS.

6 – Evitar atualizações de sistema, a não ser quando recomendado pela Avid:

Uma corrente diz que é importante sempre estar atualizado. Outra corrente diz que se tudo está funcionando, é melhor não mexer. A Avid recomenda que se evite atualizar o sistema (Mac OS e Windows), mas esteja sempre atualizado com as correções das versões do Pro Tools disponibilizadas gratuitamente.

7 – Não gravar no disco de sistema:

A Avid não suporta oficialmente sessões que estão rodando no disco de sistema. Tenha sempre um disco adicional, seja interno ou externo se quiser estar dentro das recomendações mínimas.

8 – Aprender a diferença entre ticks e samples:

Muitas funções dependem de um bom entendimento desse sistema. Ticks é chamado de tempo relativo e está ligado ao tempo musical. Samples é o tempo absoluto que está ligado aos minutos e segundos. Se quiser ser um bom editor, aprofunde-se no conceito de bases de tempo.

9 – Reconhecer a diferença entre Save, Save as e Save copy in.

Para cada um dos casos, existe uma recomendação.

Utilize Save para salvar sua sessão atual.

Já o Save As, salva o arquivo ptf com outro nome mas continua compartilhando os dados da outra sessão. Utilize para salvar várias versões do mesmo projeto.

Já no Save copy in, é possível criar uma nova sessão completamente independente. É um ótimo comando para obter um backup limpo.

10 – Para posicionar o cursor, clicar sempre na régua de tempo:

É possível posicionar o cursor clicando em qualquer track se estiver usando a ferramenta de seleção. Já com o trim, ou grabber, o cursor não será posicionado e você pode acabar fazendo besteiras muito grandes ao clicar em um track. É muito melhor se acostumar a clicar na régua de tempo na parte superior da tela do programa, pois evita qualquer tipo de acidente e funciona com todas as ferramentas de edição.

 

Cristiano Moura é certificado pela Avid como Pro Tools Expert Music Certified Instructor e ministra cursos de Pro Tools, Sibelius e Mixagem na ProClass, no Rio de Janeiro.

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Propellerhead lança Reason 6: será o fim do Record?

Publicado em 23 agosto 2011 por Daniel Raizer

Olá Reason 6, tchau Record 2!

Assim que sair o Reason 6 (previsto para o dia 30 de setembro) o software de gravação Record deixará de existir sem ter chegado à versão 2. Calma lá, nada de vida curta, foi só o nome que deixou de existir, pois agora o Record vai morar ao lado do Reason, assim como a cebola convive com a calabresa na pizza. Ok, exemplo fraco!

Sabe aquele bundle Reason e Record? Vai acabar também. Tudo vai estar contido dentro do Reason: a mesa de som, a capacidade de gravar infinitos canais de áudio, os periféricos (o Neptune, principalmente) e alguns outros novos como o Pulveriser, Alligator e The Echo.

Pensando bem, parece que não há nada de novo no Reason novo. Pergunta: será somente o Reason com mais periféricos e com o Record dentro? Resposta: como faço parte da equipe de beta-testers da Propellerhead, vou poder testá-lo bem antes do lançamento e, quem sabe, ficar mais animado do que quando saiu a atualização do firmware da minha calculadora Casio. Ok, outro exemplo fraco!

Para os guitarristas, o programa vem com a versão virtual do POD, da Line 6Para os guitarristas e baixistas, o programa vem com a versão virtual do POD, da Line 6

Realmente, acho que o mais legal seria se a Propellerhead vendesse módulos separados para o rack do Reason. Esquema a la carte. Eu ia curtir ver uma TR-808 ou um Minimoog no rack, pois ver e manipular o periférico é bem mais legal do que instalar um refill com seus sons. Bem que eles podiam abrir o código fonte para que outras empresas fabricassem módulo para o rack do Reason também, que nem o esquema de plug-ins RTAS do Pro Tools e que poderiam ser comprados na “rack store” por parcos dólares cada, imagina que legal…

 

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Cabos: saiba o que há de melhor no mercado para seu instrumento

Publicado em 08 agosto 2011 por Paulo Henrique

Creio que todos os leitores sabem bem a função desse acessório indispensável para se tirar aquele som da sua “guitarrinha”. Sem ele, simplesmente o som não chega aos falantes do amplificador, ou aos pedais do seu pedalboard. Cabos, em geral, são acessórios baratos. Mas alguns aspectos são relevantes para a escolha certa dos “fios” que farão a ligação entre o som das suas palhetadas e o alto falante dos amplificadores. Um cabo ruim, ou que corte o som por alguma falha, põe tudo a perder (seja em um ensaio da sua banda, ou pior, em uma grande e importante apresentação).

Um bom cabo deve transferir com transparência todas as reais características do som e deve ter o mínimo de ruído. Para isso, alguns podem utilizar cobre blindado com vinil, plugues banhados a ouro, prata, ou cobre. Aliás, os plugues (P10) são os principais elementos do cabo, pois é nele que se encontram a solda e os conectores que captam o áudio da guitarra e o transferem para o “amp”. Sabe-se que a grossura do cabo não é relevante para a qualidade do som, no entanto pode torná-lo mais resistente.

E como em tudo no mundo da música, quanto mais caro o cabo, geralmente melhores são (ou deveriam ser) seus componentes. Em relação a isso, creio que a maioria dos leitores entende mais desses detalhes técnicos que envolvem o assunto do que eu. Vamos ao que interessa e ao que norteia as informações desse post, que são as boas opções do mercado, levando-se em consideração (como sempre) o custo/benefício:


Cabos de 3 a 5 metros de comprimento

(para plugar a guitarra ao pedalboard)

Cabos Santo Angelo

Cabos Santo AngeloCom modelos a partir de R$ 20,00 (três metros – modelo Ninja, da foto), a fabricante nacional de maior prestígio é uma excelente e barata opção.

Sugestão do blog: se optar pela Santo Angelo, fique com o modelo ANGLL, que custa um pouco mais que o Ninja (R$ 25 em média – 3m) e oferece maior resistência.

 

 

Monster Cable

O modelo Cable S100-I-12A tem 3,65m de comprimento, possui tecnologia na construção que garante maior flexibilidade e resistência (a fabricante chama de “Duraflex”) e custa em média R$ 110 reais. Os plugues são banhados a níquel.

Planet Waves

O modelo mais básico da marca no Brasil é o Classic, com dois plugues retos e banhados a níquel. Custam em média R$ 40 reais. Outro modelo interessante é o Custom, com plugues banhados a ouro 24k. Custam entre R$ 70 e R$ 100 reais, dependendo da loja.

 


Modelo Classic e Custom da Planet Waves


Cabos para ligar pedais (de 25cm a 30cm):


Santo Angelo

A empresa oferece um kit com dois cabos de 0,25cm por R$ 40 reais.
AXL Patch Cables

Um kit com 3 cabos custa em torno de R$ 50 reais. Os Axl possuem as pontas dos plugues banhados a ouro e são de ótimo acabamento. Uma das melhores opções do mercado.

 

Planet Waves

A marca possui um kit que vem com 3 cabos que custa no mercado nacional em torno de R$ 70 reais.
Hosa

Uma opção barata sem deixar a qualidade de lado. Essa é a proposta do kit Hosa, que vem com 6 cabos e custa em média 60 reais. Melhor opção custo-benefício do mercado, sem dúvida.
kits para pedalboard

Uma tendência do mercado de cabos para pedais são os kits DIY (“faça você mesmo”). As empresas têm lançado essa proposta com a justificativa de que os kits podem oferecer uma otimização do espaço do seu pedalboard, já que é você quem vai estipular os tamanhos de cada cabo, com base na sua necessidade. Os kits vêm com os plugues (de excelente qualidade, diga-se de passagem), um cabo de 3 a 5 metros, um cortador para você dividir o cabo de acordo com a quantidade utilizada e o tamanho que deseja e, em alguns, um protetor de plug, aumentando assim a resistência do cabinho. Em todos os casos não há necessidade de soldar componentes, o que facilita e muito o serviço.


Kit de cabos VC POD, da Santo Angelo


O kit VC POD (leia matéria publicada no Overdubbing) vem com oito ou 12 conectores, dependendo da configuração; um rolo de cabos especiais; e um testador para conferir se a montagem ficou legal. É só enfiar o cabo dentro de um dos plugs P10, que são projetados com uma espécie de agulha interna para fazer o contato.

 

Kit George L’S para pedais

É o mais conhecido e mais “badalado” do momento. Custa a partir de R$ 280 reais nas lojas do Brasil e vêm com cabo de 3 metros, 10 plugues e 10 capas de proteção. Há ainda a opção de comprar os componentes de maneira individual.

 

Kit de cabos para pedalboard Planet Waves

Outra opção é o Gpkit10, que custa R$ 210 em média e é uma solução completa para o pedalboard. O kit permite montar até 5 cabos e vem com 10 plugues banhados a ouro, 10 ft (aprox.3.05m) de cabo e um mini cortador de cabo.

Lava Cable Mini Soar PedalBoard Kit

Possui características similares aos kits já apresentados, com a qualidade da Lava, uma das mais aclamadas marcas de cabos do mundo: Contém 10 plugues para montagem de 5 cabos, 1 cabo de 3 metros e protetor de plugue. Disponíveis a partir de R$ 200 reais (média das lojas dos Estados Unidos. Ainda não se encontram em lojas brasileiras).

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“iPedaleira”: com o iPB-10, Digitech lança o conceito de pedaleira + iPad

Publicado em 31 julho 2011 por Marcus Padrini

Texto produzido e publicado originalmente pelo blog MusicApps.com.br.

Pedaleira iPB-10, da DigitechA DigiTech anunciou em seu site a iPB-10, uma nova pedaleira para guitarra feita exclusivamente para o trabalho com o iPad. O visual e o funcionamento lembram uma pedaleira comum, porém o equipamento é capaz de interagir plenamente com o tablet.

Na combinação iPad e iPB-10, o processador de efeitos é a pedaleira e o controlador é o iPad. Isso mesmo, o aplicativo Nexus da Digitech, rodando no iPad, não gera som algum. Ele é responsável apenas por facilitar as configurações e controlar tudo que ocorrerá no equipamento físico, responsável por todo o processamento de áudio.

Compatível com os dois modelos já lançados do tablet, a iPB-10 realmente parece ter sido projetada para o público profissional. Basta verificar a quantidade e a variedade de entradas e saídas que o produto oferecerá ao usuário e também a sua construção.

Confira os detalhes:

* 1 Entrada de guitarra P10
* 1 P10 para amp loop com chave de ground lift
* 1 P10 para loop de efeito
* Saída estéreo P10 com botão de seleção Amp/Mixer
* Controle de volume
* Saída estéreo XLR com ground lift
* Saída P2 para fones de ouvido
* Entrada para footswitch
* Porta USB pata streaming de áudio
* Entrada para fonte de alimentação

Visão traseira da pedaleira iPB-10, da DigitechVisão traseira da pedaleira iPB-10

A Digitech também está lançando o iPB-Nexux, o aplicativo para iPad que será o cérebro da iPB-10. Com 87 pedais diferentes, 54 amplificadores e 26 modelos de caixas, o app permitirá ao usuário salvar até 100 performances completas.

Seria a iPB-10 o iO Dock dos guitarristas?

Leia mais sobre em: http://musicapps.com.br/2011/06/digitech-anuncia-pedaleira-exclusiva-para-o-ipad/#ixzz1Tk5UxJGg

* Marcus Padrini é jornalista, músico, colunista do site Overdubbing, e editor do blog MusicApps.com.br, especializado em Música Móvel.

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‘A banda mais bonita da cidade’: modelo colaborativo que dá lucro

Publicado em 21 julho 2011 por Sarita Leite

Grupo arrecada com fãs mais de R$52mil para gravação do primeiro disco

Depois de se tornar um fenômeno na internet devido à disseminação do vídeo da música Oração, que já registra mais de seis milhões de acessos, A Banda mais bonita da cidade apostou na força das redes sociais e na comunicação direta com seu público para gravar seu primeiro CD. Por meio de um sistema de financiamento colaborativo (conheça aqui o site), os fãs puderam escolher quais canções farão parte do novo trabalho, tendo como vantagem o acesso a benefícios que variam de acordo com a quantia por eles fornecida. Ao contribuir com R$10,00 (valor mínimo estipulado), por exemplo, a pessoa ganhará o direito de receber a música por ela selecionada assim que a mesma ficar pronta. Já por R$300,00 (valor máximo), o colaborador poderá assistir a gravação da música.

Após trinta e quatro dias na Catarse, plataforma especializada em financiamento colaborativo, a Banda, por meio de sua assessoria de imprensa, divulgou que das doze músicas colocadas no site, onze atingiram o valor solicitado para a gravação. No total, foram 903 colaboradores de 155 cidades do Brasil. Do exterior, registraram-se contribuições de fãs de países como Portugal, Estados Unidos e Itália. A cifra arrecadada ultrapassou R$52 mil e a maior parte veio de pessoas que doaram R$25,00 e em troca irão receber o CD da banda. O mapa abaixo aponta de onde foram feitas as contribuições em território brasileiro:

Segundo sua assessoria, esse material será lançado ainda em 2011 e as gravações acontecerão entre julho e agosto. Além disso, como proposta da banda, todas as músicas serão documentadas em vídeo, onde apenas quatro das onze serão em estúdio, todas as demais serão realizadas em locações diversas.

Com a crise do modelo de negócios estabelecido pela indústria fonográfica e a ascensão de novas tecnologias, A Banda mais bonita da cidade encontrou uma excelente maneira de financiar os custo de produção de um disco e ao mesmo tempo promover a aproximação direta com seu público. Aproveitou-se o momento em que a música Oração se tornou um fenômeno viral na internet, responsável por colocar a banda em evidência, para contar com a contribuição de fãs nessa empreitada e o resultado foi bastante promissor, visto que o montante arrecadado lhes permitirá realizar seu primeiro CD utilizando uma boa infraestrutura de gravação.

As artes sempre necessitaram de algum tipo de financiamento para se sustentar. Leonardo da Vinci e Mozart, por exemplo, dependiam do Estado para trabalhar e, em tempos mais recentes, a indústria fonográfica teve esse papel de investidor no mercado da música durante grande parte do século XX e início do XXI. Atualmente, muitos artistas encontraram nas redes sociais e na aproximação com seu público uma excelente ferramenta para auxiliá-los a financiar suas carreiras e, no Brasil, muitos também vêm buscando investimento via políticas de leis incentivos fiscais. Pelo fato de não ter surgido um modelo de negócio hegemônico, como o implementado pelas gravadoras no passado, tornou-se necessário buscar novas e criativas maneiras de se trabalhar no mercado musical, e exemplos como o da Banda mais bonita da cidade podem servir como referência para outros artistas e demais agentes da cadeia produtiva da música.

Colunista Leo MorelLeo Morel é baterista, percussionista da cena musical carioca e autor do livro Música e tecnologia: um novo tempo, apesar dos perigos. Para conhecer o livro e demais informações acesse http://musicaetecnologia.net/, ou e-mail para leomorel@musicaetecnologia.net.

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Dez ótimos apps para fazer música com iPad, iPhone e iPod Touch

Publicado em 17 julho 2011 por Marcus Padrini

Na semana passada, falei um pouco sobre como surgiu e tem se desenvolvendo a música em dispositivos móveis (leia aqui), mais especificamente em iPads e iPhones. Se hoje é possível tocar, gravar e controlar outros equipamentos com smartphones e tablets, devemos isso aos desenvolvedores de aplicativos musicais, que viram nesses gadgets um outro caminho para a música.

A App Store já está cheia de aplicativos musicais. Muitos são gratuitos, mas a maior parte é paga. Só para o iPad já são mais de 3.400 títulos na categoria. Encontrar os melhores nem sempre é tarefa fácil. Por esse motivo, hoje vou destacar dez ótimos aplicativos musicais para iPads, iPhones e iPods Touch, que considero essenciais para músicos que possuem um desses dispositivos.

É claro que existem dezenas de outros ótimos apps musicais para o iOS. A ideia da lista é somente representá-los com alguns dos mais populares, ou que já tenham passado por algum amadurecimento, recebendo boas atualizações ao longo do tempo.

1- GarageBand (iPad)

Esse aplicativo foi o primeiro a permitir a gravação de áudio e a utilização de instrumentos virtuais de boa qualidade em um mesmo app para o iPad, logo se tornando a primeira opção de muitos usuários para começar a registrar uma ideia musical. A versão móvel do GarageBand possui interface simples, modos de performance exclusivos para o tablet e baixíssima latência.

O app aceita trabalhar com controladores MIDI e interfaces de áudio USB, ambos via Camera Connection Kit. Os donos de computadores Mac contam com a possibilidade de exportar projetos do GB para iPad, possibilitando continuar o trabalho na versão para o computador. O Logic também aceita essa importação.
GarageBand na App StoreReview do GB para iPad em português.

2- NanoStudio (iPhone e iPad em modo compatibilidade)

Já imaginou ter um estúdio de música eletrônica dentro do bolso? Para iPhones e iPods Touch, o NanoStudio é exatamente isso. Sequenciador, sampler, sintetizador virtual analógico, pads de bateria configuráveis, mixer e efeitos fazem parte do aplicativo, que pode trabalhar com até 16 faixas de instrumentos simultaneamente (requer compra de pacote de faixas extras dentro do app).

Algo fascinante sobre o NanoStudio: ele é capaz de rodar bem até em dispositivos mais antigos. Funciona perfeitamente em iPhones 3G. O app é compatível com coreMIDI e com a interface MIDI Mobilizer, da Line 6.

O NanoStudio não trabalha com gravação de pistas de áudio. Sua versão com interface otimizada para a tela do iPad é ansiosamente aguardada. NanoStudio na App Store  – Review em Português

3- TouchOSC (Universal)

 

Muitos garantem que a dupla TouchOSC + iPad foi fator determinante para a morte de um famoso controlador touch screen para a música eletrônica, o Lemur. O TouchOSC deixa o usuário criar a interface que quiser para controlar qualquer equipamento MIDI, ou instrumento virtual, usando iPads, ou iPhones. O desenvolvedor fornece um editor simples e leve para Mac e Windows para a criação dos layouts personalizados. Além de ser compatível com coreMIDI, como o próprio nome mostra, o app também envia mensagens OSC (open sound protocol), tecnologia já presente em alguns softwares de produção musical e performance. TouchOSC na App Store.

4- Amplitube (Versões para iPhone e iPad)

Amplitube para iPad

A versão móvel do popular software simulador de efeitos e amplificadores de guitarra permite usar até quatro pedais de efeito simultaneamente, escolher entre diversos modelos de amplificadores e caixas e ainda oferece importantes ferramentas para guitarristas, como afinador, metrônomo e gravador.

Com o Amplitube para iPad, é possível importar faixas de áudio da coleção de músicas do dispositivo e aplicar as simulações de efeitos e amplificadores em arquivos de áudio importados de outros aplicativos.
Amplitube para iPhone na App Store
Amplitube para iPad na App Store

5- MultiTrack DAW (Universal)

MultiTrack DAW (Universal)

Ele é simples e poderoso. O MultiTrack permite trabalhar com até 24 pistas de áudio em um só projeto, grava em mono ou estéreo e é capaz de registrar simultaneamente duas ou mais entradas de áudio. O app também pode importar áudio de outros aplicativos ou arquivos WAV na caixa de e-mail de uma conta que seja verificada no dispositivo.

No iPhone/iPod Touch é um ótimo parceiro para o iRig e iRig Mic. No iPad, possibilita a conexão de interfaces de áudio USB compatíveis com o tablet. Multritrack DAW na App Store / Review em português.

6- MorphWiz (Universal)

MorphWiz

Jordan Rudess buscou inspiração no controlador Haken Continuum [Link http://www.cerlsoundgroup.org/Continuum/html/overview/Intro.html] para criar o MorphWiz. A ideia funcionou muito bem! Rudess abandonou as interfaces de apps que apresentam a representação de teclas de piano por um modelo de notas em linhas, mais adequado à realidade da tela multitoque de iPads e iPhones. Tocabilidade, flexibilidade e bons gráficos são os pontos fortes do MorphWiz.

MorphWiz na App Store / Review em português

7- iMS-20 (iPad)

iMS20, da Korg

Tecladistas costumam ter admiração por sintetizadores analógicos. Sabendo disso, a Korg lançou a reprodução do clássico MS20 para o iPad. O iMS-20 tem visual retrô, traz todos os controles do modelo analógico e ainda oferece o charme de poder brincar com os patch cables na tela do tablet.

O iMS-20 traz também recursos que não poderiam estar presentes no sintetizador da década de 70. O app conta com Drum Machine, sequenciador, mixer, efeitos e KAOSS PAD para performances. Usuários podem enviar suas composições para o SoundCloud direto do aplicativo.

App compatível com coreMIDI, podendo ser controlado por equipamentos MIDI com o uso do Camera Connection Kit.

Korg iMS-20 na App StoreReview em português

8- iELECTRIBE (iPad)

iElectribe (iPad)

Mais uma reprodução de um hardware famoso. O iELECTRIBE é a versão para iPad da Drum Machine e sintetizador ELECTRIBE da Korg. Não é um app novo, mas continua sendo uma das melhores experiências de Drum Machine para o tablet. Em sua última atualização, o iELECTRIBE passou a ser compatível com coreMIDI e pode ser controlado por dispositivos externos. iELECTRIBE na App Store.

9- ThumbJam (Universal)

ThumbJam (Universal)

Criado primeiramente para o iPhone, o ThumbJam realmente tem a performance orientada para o uso dos polegares. O app aposta em uma interface de notas dispostas em colunas, instrumentos sampleados e diferentes possibilidades de alteração de timbres em tempo real, contando com o auxílio de características dos dispositivos, como a percepção de movimento com o acelerômetro.

O ThumbJam está prestes a receber uma grande atualização, que trará, entre outras novidades, a esperada compatibilidade MIDI. Sua interface diferente já inspirou adaptações inusitadas de alguns músicos.


ThumbJam na App Store
Review em português

10- Horizon (iPad e, em breve, no iPhone)

Horizon para iPad

Ele é o mais novo da lista e nem por isto menos importante. O Horizon é um sintetizador de modelagem analógica para o iPad, extramente simples de usar e capaz de gerar sons incríveis. De pads mais velados a leads potentes e brilhantes, seu desempenho é digno de comparações com instrumentos virtuais consagrados e, até mesmo, com alguns hardwares. App compatível com coreMIDI e MIDI Mobilizer.

Horizon na App StorePrimeiras impressões em português.

Independentemente do que você toca, em iPads e iPhones já há apps musicais para quase todos os gostos, instrumentos e estilos. Quem sabe algum deles já não poderá simplificar algumas de suas tarefas ou, até mesmo, servir como nova ferramenta de controle ou performance no palco? A lista de novidades não para de aumentar.

Na próxima semana: uma seleção especial de acessórios que melhoram a experiência musical com dispositivos móveis e ideais sobre como utilizá-los com criatividade. Não perca.

* Marcus Padrini é jornalista, músico, colunista do site Overdubbing, e editor do blog MusicApps.com.br, especializado em Música Móvel.

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Automatic Delay Compensation no Pro Tools 9

Publicado em 06 julho 2011 por Cristiano Moura

Uma das funções mais requisitadas dos últimos tempos pelos usuários do Pro Tools LE é em relação à implementação do ADC, que significa Automatic Delay Compensation. Uma tarefa relativamente fácil para a equipe técnica da Avid, pois esse sistema já existia para Pro Tools HD faz algum tempo.

Muitos nem sabiam muito bem para que servia, mas é aquela coisa… se o “vizinho” tem, eu também quero ter. E era mais ou menos essa a sensação, pois esta ferramenta já é encontrada no Cubase, Nuendo, Logic e Sonar. Então, vamos falar neste artigo um pouco sobre a importância dessa função, agora disponível no Pro Tools 9.

De onde vem o delay que precisa ser compensado?

Ao inserir um plug-in em qualquer track, um pequeno intervalo de tempo é necessário para se processar o áudio. Esse intervalo de tempo resulta em um atraso no áudio a ser produzido, resultando em delay.

Por que o ADC, que existia faz tempo no Pro Tools HD, demorou tanto para implementar no Pro Tools LE?

Os plug-ins RTAS são processados pela CPU do computador, e poucos são os que geram atraso na realidade. Já no Pro Tools HD, os plug-ins TDM são processados por uma placa DSP, que é ligada ao barramento PCI do computador, e esse tráfego entre a CPU e a placa PCI causa atrasos inaceitáveis.

Mesmo micro-atrasos de poucos milissegundos precisam ser compensados?

Sim, mesmo que não seja perceptível auditivamente, atrasos de poucos milissegundos são suficientes para causar cancelamentos de fase em instrumentos que foram captados com mais de um microfone.


Cancelamento de fase

Como saber quanto de atraso meu plug-in está causando?

Pelo menu view > mix window > delay compensation temos uma indicação, em samples, do atraso que a cadeia de plug-ins no insert está causando.


Acima, segue um vídeo desenvolvido para a ProClass, no qual demonstro o funcionamento geral do Delay Compensation e problemas que podem ocorrer por conta do atraso gerado por plug-ins.

Cristiano Moura é certificado pela Avid como Pro Tools Expert Music Certified Instructor e ministra cursos de Pro Tools, Sibelius e Mixagem na ProClass, no Rio de Janeiro.

 

 

 

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