Seção | Musikmesse

Tags: , , ,

Brasilidade na maior feira de música do mundo

Publicado em 20 abril 2011 por André Iunes Pinto

Anafima na Musikmesse 2011

No grande estande da Anafima, temas brasileiros lembram Copacabana

Realizada entre os dias 06 e 09 de abril, na Alemanha, a Musikmesse pode ser considerada a maior feira do mundo da indústria da música. Fabricantes de todas as partes do planeta se reúnem em Frankfurt para o lançamento das últimas tendências do mercado de áudio e instrumentos musicais (confira as coberturas de feiras nacionais e internacionais do Overdubbing). O Brasil também se fez presente no evento por meio da Associação Nacional dos Fabricantes de Instrumentos Musicais e Áudio (Anafima), com a participação de sete empresas nacionais. São elas a Alba (baquetas), Octagon e Izzo Musical (percussão), Meteoro (amplificadores), RMV e Odery (percussão e bateria) e a Santo Angelo (cabos e acessórios). Para entender um pouco melhor como funciona a engrenagem que movimenta a participação brasileira em um megaevento internacional, conversamos com Rogério Raso e Marcelo Segatti, respectivamente diretor financeiro e gerente de projetos da Anafima.

Anafima na Musikmesse 2011

Parte do grupo que formou o pavilhão brasileiro na Messe

Quantas vezes a Anafima já participou da Musikmesse?
Rogério:
Essa é a 4ª participação da atual gestão da Anafima. Na verdade, empresas brasileiras do setor já participam desse evento há muitos anos, como a Giannini e a Weril. Com a mudança de foco e o reconhecimento dos instrumentos brasileiros de percussão, incluindo a forte presença de pequenas e médias empresas, a Anafima, contando com o apoio da Apex, vem permitindo que novas empresas se apresentem de forma consistente e profissional há quatro edições da Musikmesse.

Como se deu o trabalho da Anafima na Alemanha?
Marcelo:
Da mesma maneira que nos últimos anos, buscamos a melhor opção para as empresas interessadas em participar desse evento. Foi alugado um espaço no pavilhão 3 da Messe Frankfurt, tradicionalmente dirigido para instrumentos de bateria e percussão, e lá montado um estande conjunto com as empresas nacionais. Com estandes em formato “clean”, este ano conseguimos mostrar, com coerência e competência, os destaques dos produtos brasileiros.

Quais são os objetivos da Anafima em participar da feira?
Rogério:
Estamos no estágio de consolidar a marca Brasil, não só em instrumentos musicais, mas também como música, cultura e turismo. Tanto é que a passagem entre os estandes foi decorada com motivos que lembram a famosa “calçada de Copacabana”, com suas curvas características. Nosso objetivo não era somente vender instrumentos, mas também a forma brasileira de tocá-los, algo impossível de copiar pelos demais concorrentes internacionais. Sabemos que é muito difícil avaliar, mas, certamente, muitos que visitaram o estande Anafima se interessaram em conhecer o Brasil e a sua exuberante cultura musical.

Para o Brasil, qual é a importância em participar da Musikmesse?
Rogério:
A Musikmesse é a maior vitrine mundial de negócios no setor de instrumentos musicais e áudio. Lá estão presentes todos os grandes fabricantes mundiais e, sem dúvida, é a melhor oportunidade de visualização de nossas empresas e produtos no comércio exterior em geral. Especificamente para o mercado americano, a Anafima tem levado os mesmo conceitos para a NAMM, feira similar, que acorre sempre no mês de janeiro nos EUA.

Estande da Anafima na Musikmesse

Estande da RMV na Musikmesse

Como a associação vem trabalhando a imagem da indústria da música brasileira no mercado externo?
Rogério:
Procuramos mostrar que a qualidade da música brasileira e dos instrumentos nacionais é muito grande, devido, na maior parte, ao cuidado na fabricação, feita praticamente de forma artesanal e totalmente customizada para o consumidor. A produção manual em escala reduzida possui diferenciais que não se encontra na China, por exemplo, ou em outros países produtores. O contraponto tecnológico do estande foram os produtos Green Connections apresentados pela Santo Ângelo, empresa certificada e orientada para a sustentabilidade do Meio Ambiente. Assim, mostramos uma imagem moderna e, ao mesmo tempo, artesanal do nosso setor, contribuindo para a visão geral altamente confiável de toda a indústria brasileira.

Estande da Santo Angelo na MusikmesseComo foi a representatividade da Apex nesta edição da feira?
Marcelo:
Este ano, a Apex enviou o seu gestor de projetos Bruno Amado, que participa pela segunda vez da feira. Na ocasião, ele comentou sobre a melhoria na apresentação visual dos estandes da Anafima, do que podemos chamar de pavilhão Brasileiro. Além disso, o gestor também se mostrou muito animado com os novos projetos que serão apresentados oficialmente a Apex no próximo Projeto do Setor de Instrumentos Musicais e Áudio.

Quais foram os números da Musikmesse 2011 para a Anafima?
Rogério:
Os números ainda não são oficiais, mas estimamos um crescimento de 15% nas exportações das empresas presentes em relação ao último ano. Comércio internacional, principalmente no setor de instrumentos musicais, depende muito da confiança entre os envolvidos, sendo que a presença constante é fundamental para a construção dessa relação. Sem falar que a inovação das empresas brasileiras, como as baquetas “escalopadas” da Alba, os pratos inéditos de percussão da Octagon, a bateria acústica com efeitos eletrônicos da RMV, a diversificação dos produtos Izzo e Odery, além dos cabos Vintage da Santo Angelo, acabaram surpreendendo todos os visitantes, internacionais e brasilerios que compareceram ao evento.

Cadastre seu e-mail para receber notícias do Overdubbing:

Comentário (1)

Bateria eletrônica com cara e ‘jeitão’ de acústica

Publicado em 08 junho 2010 por André Iunes Pinto

Dos simuladores de amplificador aos instrumentos virtuais e modeladores, o mercado tem se fartado, e muito, da realidade virtual. No caso da nova bateria e-Pro Live (assista ao vídeo acima), da renomada fabricante Pearl, a similaridade com o instrumento acústico está realmente só na aparência. Sim, o que você vê na foto abaixo não é uma bateria acústica, e sim eletrônica, de pads sensíveis ao toque do baterista. Nem os pratos são de verdade, seguindo o conceito comumente adotado por esse tipo de produto.

A bateria de pads e-Pro Live em ação na Musikmesse 2010 / Foto: André Iunes Pinto

A e-Pro Live foi apresentada pela primeira vez ao grande público em janeiro (sendo destaque na matéria de capa da revista Digital do Globo sobre o The Namm Show, feira de música da Califórnia), voltando à cena na Musikmesse 2010, realizada no mês de abril, em Frankfurt. A previsão é de que o produto chegue às lojas dos EUA (veja matéria exclusiva sobre a visita à loja Guitar Center de Manhattan) em julho. Já no Brasil, não se sabe ao certo a data para o equipamento aportar em nossas lojas, mas quem for à Expomusic (realizada de 22 a 27 de setembro, em São Paulo) terá a chance de vê-la de perto. 

Módulo de som "r.e.d box", da e-Pro Live / Foto: André Iunes PintoA bateria trabalha em conjunto com um módulo de som, chamado r.e.d. Box, que pode ser considerado como o cérebro do equipamento, gerando todos os timbres simulados pelo instrumento e armazenados nos seus 128 MB de memória. São mil samples de alta definição elaborados por grandes empresas, incluindo a Toontrack e BFD2, e organizados em até cem kits, incluindo uma gama sonora que inclui desde estilos que vão do som antigo do vintage, ao moderno do eletrônico. Além disso, a caixinha vermelha ainda oferece efeitos como reverbs, recursos de equalização, entre outras funcionalidades. Ou seja, uma mão na roda… quer dizer, nas baquetas! Para os interessados no equipamento, o site da Pearl no Brasil é www.pearlbrasil.com.br.

 

Siga o Overdubbing no Twitter

Mais vídeos do Overdubbing
Um tour pela fábrica de cabos Santo Angelo
- Faça uma viagem pela loja Guitar Center de Manhattan
Dusk Tyger, a guitarra robótica da Gibson
Lennon Bus, o ônibus de John Lennon que ensina crianças nos EUA
- Tagima Dream Team: um tributo à guitarra
Um show de guitarras na Musikmesse

Cadastre seu e-mail para receber notícias do Overdubbing:

Comentário (0)

Como um Torpedo pode transformar o som da sua guitarra?

Publicado em 11 maio 2010 por André Iunes Pinto

Musikmesse 2010 - Torpedo VB 101, da fabircante Two Notes / Foto: André Iunes Pinto

Você é um daqueles músicos que ama incondicionalmente o seu amplificador? Que vende tudo, a casa, o carro, o cachorro, mas, de maneira alguma, se desfaz do seu velho e bom ampli de guitarra, ou baixo? Pois bem, para quem não conhece, há um par perfeito para o seu queridão de “toneladas” de watts. Trata-se do rack Torpedo VB 101 (acima), fabricado pela empresa Two Notes, que faz justamente o trabalho do cabinete, ou melhor, que simula não somente os altofalantes, como também todo e qualquer tipo de microfonação, incluindo a modelagem do ambiente acústico do estúdio, por exemplo.

Exemplo de ligação no estúdio do Torpedo VB 101

Ou seja, liga-se a guitarra no cabeçote e, em seguida, diretamente no Torpedo VB 101, que suporta até 150W de potência na sua entrada. O equipamento, com taxas de conversão do áudio analógico para o digital de 24 bits e 192 kHz, oferece um arsenal de emulações de falantes e microfones, incluindo virtualmente o posicionamento do mic em relação à caixa. Testei rapidamente o equipamento na Musikmesse 2010 e posso adiantar que é um verdadeiro “tapa na orelha”, com sons bem convincentes, diga-se de passagem (ouça aqui algumas demos, ou assista ao vídeo abaixo). Claro que depende do amplificador utilizado, mas é um produto bem interessante para os nossos dias atuais de realidade virtual.


Veja um exemplo da sonoridade do Torpedo VB 101

 

*Overdubbing no Twitter*   I   *Overdubbing no Youtube*

Participe da seção "Meu homestudio" do Overdubbing 

Links relacionados
Um tour pela fábrica da Santo Angelo
Yamaha cria ‘música visual’ com instrumento exótico
Roland esbanja soluções tecnológicas para sua banda
- Prolight+Sound: um show de luzes e pirotecnia digital
De Frankfurt, boas lembranças na bagagem

Cadastre seu e-mail para receber notícias do Overdubbing:

Comentário (0)

Anafima finca nossa bandeira na Musikmesse 2010

Publicado em 30 abril 2010 por André Iunes Pinto

Anafima na Musikmesse - Estande da fabricante Izzo de percussão / Foto: André Iunes Pinto

Apostando no ritmo brasileiro, associação da indústria da música promove as empresas nacionais na maior feira mundial do setor

A cidade: Frankfurt. Um frio intenso à noite, exigindo indumentárias apropriadas para não congelar uma mente quase carioca, que funciona bem a 30º (e acredite, era o começo do verão nas terras germânicas). O idioma: o alemão, meio complicado de entender, mas bem interessante de ouvir. Adianto que o objetivo de estar ali era nobre e sobrepusera, com grande alegria, todas essas pequenas dificuldades (pequenas mesmo): visitar pela segunda vez a Musikmesse (veja como foi a cobertura da edição 2009). A maior feira do mundo de instrumentos e equipamentos musicais abriu suas portas entre os dias 24 e 27 de março, e o meu papel foi o de trazer, em primeira mão, as novidades do mercado, publicadas na edição de hoje da revista Digital do Globo, incluindo também o nosso querido blog Overdubbing. 

Ao fundo, o moderno prédio da Messe Frankfurt / Foto: André Iunes Pinto

Confesso que, na véspera do evento, senti um orgulho danado ao ver a nossa bandeira tremulando, dentre as de várias nações importantes, em frente ao moderno centro de convenções da Messe Frankfurt (à direita, e ao fundo, o imponente prédio da Messe). Um clichê me veio logo à cabeça: “é inegável o talento do músico brasileiro”, e até aí nenhuma novidade.

Mas a bandeira que lá estava representava um outro lado da nossa indústria cultural. Um lado que pude conhecer um pouco melhor por meio do sério trabalho promovido por um órgão chamado Anafima (Associação Nacional dos Fabricantes de Instrumentos Musicais e Áudio), que, com o apoio da APEX (Agência de Promoção às Exportações), vinculada ao MDIC do governo brasileiro, representou na Alemanha oito empresas nacionais. São elas a Alba (baquetas), Bends (gaita), Musical Izzo (percussão), Octagon e Orion Cymbals (pratos para bateria), RMV (bateria e percussão), Cabos Santo Angelo (confira visita à fábrica) e Meteoro Amplificadores.

É lógico que admirar a bandeira me fez refletir algumas coisas. Uma delas foi a de questionar qual é a posição do Brasil no contexto internacional da indústria da música. A segunda diz respeito à importância da Musikmesse para nós. E foi atrás dessas respostas que conversei com alguns empresários brasileiros que participaram da feira internacional, buscando entender como funciona a engrenagem dessa Torre de Babel, movida exclusivamente por um único idioma: a música. E eis que começava a delinear minha primeira resposta, pois foi justamente do nosso ritmo que a Anafima apostou suas fichas para chamar atenção na Alemanha. Uma espécie de propaganda legitimamente verde e amarela, representada por nossas fabricantes de percussão, como a RMV, Octagon, baquetas Alba e Izzo, e trazendo na carona as empresas de áudio, incluindo Santo Angelo e Meteoro. 

Rogério Raso, diretor da Santo Angelo, na Musikmesse 2010 / Foto: André Iunes Pinto

Durante o evento, conversei com Rogério Raso (à esquerda), diretor geral da Santo Angelo; e Alselmo Rampazzo, diretor da RMV, respectivamente tesoureiro e presidente da Anafima. Na ocasião, pude entender um pouco melhor o papel da associação no estímulo às exportações e como a entidade se tornou uma ferramenta essencial na representação da nossa indústria da música junto aos poderes constituídos. Explicando em miúdos, uma espécie de porta-voz, buscando fortalecer o mercado brasileiro de música ao abrir espaço dentro e fora do país para os nossos instrumentos musicais, equipamentos de áudio e acessórios.

Rogério Raso lembra da importância de se realçar a bandeira nacional nos estandes da Anafima. “Temos orgulho de ser brasileiros. Queremos reforçar na feira a questão do ritmo brasileiro, que é muito diferente do africano, por exemplo. O ritmo brasileiro tem o poder de encantar o europeu, e foi por meio da percussão que podemos agregar ainda mais novos adeptos e admiradores da nossa cultura durante o evento, trazendo na carona o áudio”.

Como estratégia, e juntando esforços com a associação de produtores de música BMA (Brasil, Música e Artes), o diretor da Santo Angelo explica que a Anafima busca promover gêneros como o maracatu, por exemplo. “Pensamos em como inserir esses grupos em festivais independentes, movimento forte não só na Europa, como em todo mundo. Quanto mais grupos estiverem representando o país nesses festivais, mais fortalecida fica a nossa cultura no exterior. São os nossos músicos e instrumentos ganhando o mundo, ou você acha que faz sentido o músico brasileiro tocar com instrumentos importados?”.

Estande da Alba e Octagon na Musikmesse 2010 / Foto: André Iunes Pinto
Destaque para a bandeira do Brasil nos estandes da Anafima

 
REPRESENTATIVIDADE DA ANAFIMA NO EXTERIOR 

Anselmo Rampazzo, diretor da RMV, na Musikmesse 2010 / Foto: André Iunes Pinto

Para Anselmo Rampazzo (à direita), presidente da associação, a Musikmesse é importante para reforçar o contato das empresas nacionais com os distribuidores e revendedores estrangeiros, além de abrir novos mercados, principalmente do leste Europeu. “Este ano, investimos na bandeira da percussão, apostando justamente na credibilidade que o público dá ao músico e à música brasileira. A percussão faz parte da nossa cultura, é algo nativo do povo. Sendo assim, exportamos aquilo que é real para gente”, explica ele.

Quanto à participação brasileira na feira, Anselmo lembra que é muito difícil para um empresário deixar o seu país e trazer para a Europa o seu produto embaixo do braço. “Não existe mais lugar para amadores no mundo, temos que ser profissionais. A Anafima tem um trabalho importante nesse quesito. Cuidados do espaço, do transporte, da montagem e hospedagem. Percebo que as empresas estão vindo e acreditando cada vez mais no trabalho da associação”. 

Estande da Anafima na Musikmesse 2010 / Foto: André Iunes Pinto

Fundada em 2001, a Anafima não tem o papel de policiar os empresários, e sim de organizá-los, trazendo mais negócios e clientes de outros países, como explica Alselmo. Além da Musikmesse, são estudadas formas de atuar em feiras de outros países, incluindo a China, por exemplo. “É preciso lembrar que existe mercado em todo mundo e que os produtos brasileiros atingiram um nível alto. Dentro desse contexto, a associação tem a missão de conscientizar o empresário do ramo musical, transformando-o em um profissional da exportação, com capacitação, treinamento e informação”, destaca o diretor da RMV.

Depois que retornei da Musikmesse, pude perceber como todo associativismo é importante. Só assim os interesses coletivos podem ser colocados em prática, fazendo com que determinado grupo, ou segmento, quando cooperado, possa se impor perante a sociedade. Para 2010, com as crises se acalmando e as novas leis da música nas escolas em vigor, nosso mercado da música deve ganhar outra dimensão. Dessa maneira, associações como a Anafima, por exemplo, tornam-se essenciais em um mercado que já representa 1% da economia do país, movimentando cerca de 1.2 bilhões em negócios por ano.

Confira também hoje na revista Digital do Globo todas as novidades tecnológicas da feira da música de Frankfurt.

*Overdubbing no Twitter*   I   *Overdubbing no Youtube*

Links relacionados
- Um tour pela fábrica da Santo Angelo
- AES 2009: música e tecnologia em sintonia plena
- Prolight+Sound: um show de luzes e pirotecnia digital
- Yamaha mostra sua força na Musikmesse 2009
De Frankfurt, boas lembranças na bagagem

Comentário (0)

Santo Angelo: orgulho nacional em terras germânicas

Publicado em 23 abril 2010 por André Iunes Pinto

Foto: André Iunes Pinto

A preocupação em conseguir um bom som é uma constante na vida de guitarristas, violonistas e baixistas, que têm na busca por uma identidade sonora própria a importante tarefa de escolher os equipamentos e acessórios corretos e que caibam no bolso ($$) também. Entretanto, alguns esquecem de que tão essencial quanto decidir por um pedal de efeito ou amplificador adequados é investir nos cabos e conectores a serem utilizados, imprescindíveis para conduzir, com eficiência, o sinal elétrico do instrumento até o seu destino final. E é partindo desta premissa que a empresa paulista Santo Angelo, que em 2009 completa 30 anos de existência, tem investido em tecnologia de ponta para desenvolver cabos de qualidade diferenciada. 

Foto: André Iunes Pinto

Sua moderna fábrica instalada em Guarulhos conquistou recentemente duas  importantes certificações referentes às normas ISO 9001 e 14001, voltada para o Meio Ambiente. No vídeo abaixo, Rogério Raso, diretor da Santo Angelo, demonstra os produtos que a empresa expôs durante a Musikmesse 2009, em Frankfurt, como a linha de cabos Premium Music Styles, confeccionada especialmente para atender a diversos estilos musicais, incluindo Rock, New Metal, Fusion, entre outros. Além disso, é possível ver e ouvir o grande guitarrista Marcinho Eiras, que encantou os alemães com a sua técnica apurada de two hands. Confira!

 
Estande da Santo Angelo na Musikmesse 2009

O repórter foi enviado a convite da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha.

Cadastre seu e-mail para receber notícias do Overdubbing:

Comentário (0)

Novidade: grave os ensaios da sua banda via cabo de rede

Publicado em 20 abril 2010 por André Iunes Pinto

Sim, é isso mesmo que você acabou de ler no título. Apresentado durante a Musikmesse 2010 (feira de música de Frankfurt), um equipamento, que atende pelo nome de MyMix, pretende revolucionar para sempre os ensaios da sua banda, gravando em tempo real cada instrumento separadamente. Trata-se de um gravador multipista digital, que registra em cartões SDHC até 16 canais de áudio a 24 bits.

Explicando seu funcionamento de forma bem resumida (assista ao vídeo acima), se o seu grupo tem cinco integrantes, todos precisam utilizar uma unidade MyMix, que se conecta via cabo de rede a um HUB. Ou seja, até 16 MyMixes podem trabalhar ao mesmo tempo, um gravando o outro. Lembrando que cada equipamento possui um par de entradas mono, além de slot para cartões de memória. Está aí um ótimo exemplo de criatividade e convergência com as tecnologias já existentes do nosso cotidiano.

*Overdubbing no Twitter*   I   *Overdubbing no Youtube*

Links relacionados
- Um tour pela fábrica da Santo Angelo
- AES 2009: música e tecnologia em sintonia plena
- Prolight+Sound: um show de luzes e pirotecnia digital
- Yamaha mostra sua força na Musikmesse 2009
De Frankfurt, boas lembranças na bagagem

Cadastre seu e-mail para receber notícias do Overdubbing:

Comentário (0)

Conheça o Double Je: um violão híbrido pra lá de diferente

Publicado em 12 abril 2010 por André Iunes Pinto

Violão Double JE, apresentado na Msuikmesse 2010 / Foto: André Iunes Pinto

Seja guitarra, ou baixo, instrumentos de corda chamados double neck (com dois braços) não são, exatamente, novidade. Há até os híbridos, que são baixo e guitarra ao mesmo tempo, tudo montado no mesmo corpo. Porém, a empresa inglesa Lâg Guitars inovou o conceito de double neck, apresentando durante a Musikmesse 2010 (feira da música de Frankfurt) um violão pra lá de inusitado, confeccionado especialmente para o violonista e compositor francês Jean-Félix Lalanne. Trata-se do modelo Double Je (foto acima), que reúne dois violões em um. 

Violão Double JE, apresentado na Musikmesse 2010 / Foto: André Iunes Pinto

Diferente dos instrumentos double neck convencionais, não é possível nesse violão (ou violões, como preferirem) tocar os dois braços ao mesmo tempo. Ou seja, é como se fosse dois violões "siameses", unidos pelo mesmo corpo, mas com personalidades próprias e sonoridades bem diferentes. Por incrível que pareça, o trabalho de engenharia da empresa Lâg possibilitou tal façanha. Assista ao vídeo abaixo e entenda um pouco mais.


Saiba como funciona o Double JE (vídeo em Francês)


Ouça a sonoridade ao vivo do Double JE

 

*Overdubbing no Twitter*   I   *Overdubbing no Youtube*

Links relacionados
- Um tour pela fábrica da Santo Angelo
- AES 2009: música e tecnologia em sintonia plena
- Prolight+Sound: um show de luzes e pirotecnia digital
- Yamaha mostra sua força na Musikmesse 2009
De Frankfurt, boas lembranças na bagagem

Cadastre seu e-mail para receber notícias do Overdubbing:

Comentário (0)

iPhone e iPod Touch se transformam em estúdio MIDI

Publicado em 09 abril 2010 por André Iunes Pinto

Midi Mobilizer, da Line 6 / Foto: André Iunes Pinto

Para quem acha que já viu de tudo no campo da tecnologia musical, a empresa americana Line 6 traz mais uma engenhoca para o mercado. Trata-se do Midi Mobilizer, a primeira interface MIDI que trabalha exclusivamente com o iPhone e iPod Touch. Apresentado na Musikmesse 2010, feira de música de Frankfurt, o pequeno equipamento se acopla aos dispositivos móveis da Apple, possibilitando tocar, gravar e fazer backup de dados MIDI em qualquer lugar, ou situação. Assim que percebi a pequena interface nas minhas andanças pela feira, me perguntei quais seriam as suas verdadeiras aplicações. Bem, o segundo vídeo abaixo explica tudo!

*Overdubbing no Twitter*   I   *Overdubbing no Youtube*

Links relacionados
- Um tour pela fábrica da Santo Angelo
- AES 2009: música e tecnologia em sintonia plena
- Prolight+Sound: um show de luzes e pirotecnia digital
- Yamaha mostra sua força na Musikmesse 2009
De Frankfurt, boas lembranças na bagagem

Cadastre seu e-mail para receber notícias do Overdubbing:

Comentário (0)

Conheça a Dusk Tiger, a nova guitarra robótica da Gibson

Publicado em 05 abril 2010 por André Iunes Pinto

Para quem é fã de música e tecnologia, a guitarra que ilustra o vídeo acima, batizada de Dusk Tiger, é simplesmente um colírio para os olhos. O instrumento, lançado no final de 2009 pela lendária Gibson, segue o conceito de instrumento robótico, e foi apresentado entre os dias 24 e 27 de março na Musikmesse, feira de música de Frankfurt (confira também como foi a Musikmesse 2009). 

Detalhe ao botão da Dusk Tyger, da Gibson / Foto: André Iunes Pinto

A guitarra é um modelo Les Paul pra lá de moderno, com um sistema motorizado de afinação, que permite ao músico escolher na ponta dos dedos como o instrumento deve ser afinado. Basta girar o botão (à direita) localizado na parte frontal da Dusk Tiger, selecionar o tom desejado e pressionar para confirmar. Após, é só tocar nas cordas soltas para a tecnologia fazer o resto. Seis pequenos motores, localizados no topo do instrumento, trabalham com alta precisão e o resultado é surpreendente.

A primeira guitarra robótica feita pela Gibson foi lançada em 2007 e chama-se Robot Guitar (leia matéria publicada no blog). Segundo seus criadores, foi preciso o período de dez anos para desenvolver o sistema de afinação motorizada. Há também o modelo robótico Dark Fire, também concebido pela Gibson.

Dusk Tyger, da Gibson / Foto: André Iunes Pinto

*Overdubbing no Twitter*   I   *Overdubbing no Youtube*

Links relacionados
- Um tour pela fábrica da Santo Angelo
- AES 2009: música e tecnologia em sintonia plena
- Prolight+Sound: um show de luzes e pirotecnia digital
- Yamaha mostra sua força na Musikmesse 2009
De Frankfurt, boas lembranças na bagagem

Cadastre seu e-mail para receber notícias do Overdubbing:

Comentário (0)

Boss lança o BR800, seu novo estúdio portátil de gravação

Publicado em 01 abril 2010 por André Iunes Pinto

A Boss apresenta na Musikmesse 2010 o novo gravador BR800 / Foto: André Iunes Pinto

Pode-se dizer que a Boss é uma das poucas empresas da indústria da música que ainda investe no desenvolvimento de gravadores digitais multipistas. A novidade agora é o novíssimo BR800, lançado na Musikmesse (feira de música de Frankfurt), que permite gravar áudio em oito canais. Ou seja, se você tem uma banda, ou é artista solo, o BR800 pode ser uma boa opção, pois oferece um leque de efeitos nunca antes vistos nos multipistas da Boss, incluindo os mesmos patches das pedaleiras GT10 e GT10B, além do mesmo processador do pedal para vocalistas VE20. Ou seja, infinitas possibilidades para incrementar sua música.

Vamos às especificações. O BR800 possui quatro entradas XLR com phantom power e grava até quatro canais simultâneos, reproduzindo oito ao mesmo tempo. A qualidade de gravação é a mesma de um CD de música convencional (16 bits e 44.1 kHz), e o seu painel frontal tem botões sensíveis ao toque. O equipamento possui bateria eletrônica interna, com os mesmos timbres da DR880, e um par de microfones a condensador de alta sensibilidade. Todo o material gravado no BR800, que funciona também à pilha e aceita cartões SD e SDHC de 1 a 32Gb, pode ser transferido para o computador via por USB. Assista ao vídeo abaixo. Para mais informações, acesse o site da Roland Brasil.


Confira o BR800 em ação

*Overdubbing no Twitter*   I   *Overdubbing no Youtube*

Links relacionados
- Um tour pela fábrica da Santo Angelo
- AES 2009: música e tecnologia em sintonia plena
- Prolight+Sound: um show de luzes e pirotecnia digital
- Yamaha mostra sua força na Musikmesse 2009
De Frankfurt, boas lembranças na bagagem

Cadastre seu e-mail para receber notícias do Overdubbing:

Comentário (0)













Imagens exclusivas do Overdubbing no Flickr

Veja todas as fotos